
o que é a verdade? o que é a mentira? coisas opostas, ou simplesmente distintas? ou tão parecidas que até assusta? hoje em dia, falar verdade e falar mentira ao mundo é como dizer-lhe olá e adeus. usam-se muito, tanto que nem nos apercebemos. quantas vezes já olhámos para o retrato político do nosso país com esperança na campanha de um candidato e pura desilusão poucos dias após a sua tomada de posse? mas não, discurso e opinião política não é comigo, nem foi para isso que idealizei o tema. a verdade é que estamos tão habituados a usar a mentira que, para muitos de nós, se torna a nossa verdade. um amor de ilusão ou uma amizade por conveniência são exemplos desse facto. cada vez mais nos agarramos a coisas com os olhos vendados, uns mais que outros. mesmo que consigamos ver, os nossos olhos muitas vezes têm a retina deslocada, ou uma barreira a impedir a pupila de captar alguma coisa. exageros? não. extremos? também não. mas não acontece, com certeza, com toda a gente! oh sim. quem, entre nós, nunca se atirou para uma coisa que à partida parecia acertada, mas no final, acabou em lágrimas, com mais um passo dado no caminho do desespero? pelo menos uma vez. e, infelizmente, não foi só uma. a verdade é que a mentira é uma verdade e que a verdade é uma mentira. faz sentido? não, mas a ideia está lá. afinal, de que vale fazer sentido, se o nosso cérebro já está tão habituado a achar que vai dar tudo ao mesmo? se assim não fosse, então nenhum de nós alguma vez teria caído no erro de acreditar numa mentira ou duvidar de uma verdade, certo?
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