sábado, 2 de julho de 2011

verdade vs mentira

o que é a verdade? o que é a mentira? coisas opostas, ou simplesmente distintas? ou tão parecidas que até assusta? hoje em dia, falar verdade e falar mentira ao mundo é como dizer-lhe olá e adeus. usam-se muito, tanto que nem nos apercebemos. quantas vezes já olhámos para o retrato político do nosso país com esperança na campanha de um candidato e pura desilusão poucos dias após a sua tomada de posse? mas não, discurso e opinião política não é comigo, nem foi para isso que idealizei o tema. a verdade é que estamos tão habituados a usar a mentira que, para muitos de nós, se torna a nossa verdade. um amor de ilusão ou uma amizade por conveniência são exemplos desse facto. cada vez mais nos agarramos a coisas com os olhos vendados, uns mais que outros. mesmo que consigamos ver, os nossos olhos muitas vezes têm a retina deslocada, ou uma barreira a impedir a pupila de captar alguma coisa. exageros? não. extremos? também não. mas não acontece, com certeza, com toda a gente! oh sim. quem, entre nós, nunca se atirou para uma coisa que à partida parecia acertada, mas no final, acabou em lágrimas, com mais um passo dado no caminho do desespero? pelo menos uma vez. e, infelizmente, não foi só uma. a verdade é que a mentira é uma verdade e que a verdade é uma mentira. faz sentido? não, mas a ideia está lá. afinal, de que vale fazer sentido, se o nosso cérebro já está tão habituado a achar que vai dar tudo ao mesmo? se assim não fosse, então nenhum de nós alguma vez teria caído no erro de acreditar numa mentira ou duvidar de uma verdade, certo?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

e quem é ingénuo?

a quem afecta a ingenuidade? talvez, a leveza em demasia que tomas com os outros te tenha levado a inconvenientes situações. ou talvez isso nunca te tenha afectado muito. talvez olhes para o que tens em teu redor, e vejas que tiveste sorte nas saídas do caminho que a vida te deu. por isso não tens razão de queixa. mas e quem tem razão de queixa? quem tem motivos para se preocupar? quem já foi magoado, não uma, não duas, mas dez ou vinte vezes? e quem já foi magoado nessa mesma quantidade pela mesma pessoa? quem não pesa bem o quanto se entrega à esperança? que poderá fazer? disse alguém, uma criança, um adolescente, rapaz ou rapariga, à sua mãe: "mãe, ajuda-me! as pessoas magoam-me, mas antes de me darem provas que me querem de volta, já lá estou."

vida.


vida. que se pode dizer dela? é um caminho com várias saídas, boas para uns, más para outros. é interpretada tanto do ponto de vista do destino, como do ponto de vista do livre arbítrio. tem razão de ser… ou nem por isso. é apenas um estágio da existência, ou toda ela. é a união entre o corpo e a alma, ou apenas aparece sob o efeito de uma bala. há quem sofra, há quem seja feliz. há quem seja forte, há quem nade num mar de rosas. há quem esteja preparado para o futuro, e há quem para qual este é um grande furo. há quem ame, há quem não ame. simples assim. somos humanos, todos erramos, e todos temos os nossos momentos de certeza. todos passamos por fases difíceis, todos choramos, ou não. ou descobrimos que podemos enfiar todas essas mágoas numa caixa pequena e trancá-la nas profundezas mais inalcançáveis do nosso ser. há quem o faça, há quem não. há quem esqueça, há quem prefira não recordar mais. há quem o remoa todos os dias, há quem guarde rancor para remoer mais tarde. mas e no que isto vai dar? afinal, não importa a velocidade com a qual nos afundamos, mas sim a rapidez com a qual nos reerguemos, certo? é a vida.